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terça-feira, 5 de março de 2013

[filme] Hitchcock

Fui assistir "Hitchcock" sábado, no dia seguinte à estréia. Não que eu seja uma hitchmaníaca, mas tenho que dar o crédito: o cara é bom mesmo.

SINOPSE:
Antes de filmar o sucesso “Psicose”, o cineasta Alfred Hitchcock enfrentou vários desafios e resistência por parte da indústria cinematográfica, mesmo estando no auge de sua carreira. Os bastidores desses conflitos e os problemas gerados com a empreitada são o foco do filme “Hitchcock”, estrelado por Anthony Hopkins. A história também mostra o relacionamento do diretor com Alma Reville, sua esposa.


A primeira coisa que eu tenho a dizer é que o Anthony Hopkins estava sensacional na sua caracterização! Acredito que tenha rolado uma maquiagem power, daquelas com camadas e máscaras estilo "Professor Aloprado", pra que ele ficasse daquele tamanho, com direito a papada e tudo... De verdade, ficou muito bom! E nem acho que essa foto que já anda circulando pra mostrar a semelhança é das melhores, não... Depois vou procurar com calma outras com ângulos que mostrem melhor o quanto você quase chega a acreditar que é o próprio Hitchcock que voltou à vida ali! 

Antony       e          Hitch

Quanto ao filme, é o seguinte: não vá esperando grandes emoções e reviravoltas, logicamente. A sinopse meio que já diz tudo e a gente, inclusive, sabe como termina, né? ;) Mas é um bom filme! Pra quem já assistiu à algum filme dirigido pelo "mestre do suspense" (e pra quem ainda não assistiu também, pode ser até um incentivo pra alugar um assim que sair do cinema!), é bacana ver retratada sua personalidade pitoresca, ver a forma como ele trabalhava, o quanto se envolvia, como a paixão pelo cinema refletia em sua vida pessoal... E dá vontade de assistir a todos os outros! 

Se eu fosse avaliar com o bonequinho d'O Globo, ele estaria assistindo sentado, mas com aquela inclinaçãozinha de interesse e um sorriso no rosto! hehe...

Resumindo: apesar de não ser surpreendente e arrebatador, tem alguns momentos de destaque e, acima de qualquer coisa, é um filme interessante, bem feito e vale os 98 minutos que você passa dentro da sala de cinema.

sábado, 2 de março de 2013

[livro] Remember Me? - Sophie Kinsella ("Lembra de Mim?")

Então, eu furei a fila... Pois é, bem que eu tinha dito que provavelmente acabaria não seguindo à risca minha listinha de meta de leitura pra 2013, né? Enfim... Mas foi por uma boa causa!
Há algum tempo que eu topei com a versão pocket desse livro na Saraiva e já gostei logo de cara! Antes das primeiras 10 páginas eu já fiquei com vontade de ler ele todinho... Mas na ocasião acabei não comprando, numa outra oportunidade quase comprei mas também não rolou... Até que agora eu, finalmente, tive acesso ao bonitinho :) (na verdade, fiz um downloadzinho amigo e joguei no Kindle - ah!! Não tinha contado pra vocês que eu ganhei um Kindle, né?? Pois é!!! Em breve faço um post falando sobre ele por aqui!)


SINOPSE:
Quando Lexi Smart, aos vinte o oito anos de idade, acorda em um hospital em Londres, ela está prestes a ter uma grande surpresa. Seus dentes são perfeitos. Seu corpo é sarado. Sua bolsa é Louis Vuitton. Tendo sobrevivido a um acidente de carro - em nada menos que um Mercedes - Lexi perdeu um grande naco de sua memória: três anos, para ser exata. E ela está prestes a descobrir o quanto as coisas mudaram. 
De alguma maneira, Lexi passou de uma garota trabalhadora de vinte e cinco anos de idade, a uma importante empresária, morando em um loft luxuoso, com uma assistente pessoal, uma dieta livre de carboidratos e um grupo de novos amigos glamurosos. E quem é este marido deslumbrante - que por acaso é também multimilionário?
 Com sua mente ainda presa três anos no passado, Lexi sauda esse vistoso novo mundo determinada a ser a pessoa que ela... Bem, parece ser. Isso até que alguém de seu novo círculo de conhecimentos lança a maior bomba de todas. 
De repente, Lexi está lutando para recuperar seu equilíbrio. Sua nova vida, ao que parece, é cheia de segredos, esquemas e intrigas. Como foi que isso tudo aconteceu? Ela algum dia irá lembrar? E, se lembrar, o que vai acontecer?
Com o mesmo humor perverso e o delicioso charme que renderam a ela milhões de fãs devotados, Sophie Kinsella, autora do bestseller "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom" retorna com um irresistível novo romance e uma nova heroína que se encontra em uma mudança de vida e uma situação absolutamente hilariante. 

Minha opinião sobre o livro: 

A M E I. Sem tirar nem por. Livro MARAVILHOSO, uma das melhores "chick lits" que eu me lembro de ter lido! Juro!! O que acontece é o seguinte: No prólogo, você tem a impressão de que vai ser uma "literatura mulherzinha" como outra qualquer (embora já fique claro que vai ser altamente divertida, vamos ressaltar!). Mas a coisa toda da amnésia da personagem principal logo no primeiro capítulo já dá um toque especial na história, saindo do lugar comum. Além disso, ele já começa diferente. Não é a mocinha vivendo adversidades que conhece o homem perfeito, surge um clima e no final eles vivem felizes para sempre. Nesse aqui, ela já começa casada com o suposto "príncipe encantado"! Mas, ao mesmo tempo, tem todos aqueles ingredientes típicos de "chick lit" que a gente adora: personagem principal atrapalhada e meio doidinha, amigas divertidas e romance. Somado a uma dose de intriga e tal...

A história começa num dia especialmente ruim (sabe, daqueles em que Murphy te agarra e não solta mais??): Lexi, com seu cabelo cheio de frizz e dentes desalinhados, não tinha recebido o bônus que esperava no trabalho (e que todos os outros colegas receberam) pelo simples fato de faltar apenas uma semana para completar um ano no cargo, levou um tremendo chá de cadeira do namorado que é um porcaria (no original, ela o chama de "Loser Dave" - "Dave Perdedor" - não sei como ficou a tradução) e, depois de sair de uma boate com as amigas, usando um sapato apertado, está na chuva tentando conseguir um táxi quando acaba escorregando e batendo com a cabeça...

Ao acordar no hospital, descobre que está lá por conta de um segundo acidente (dessa vez, dirigindo seu Mercedez, que ela nem se lembra de algum dia ter possuído - aliás, ela nem se lembra de ter aprendido a dirigir!) e que, com a pancada, esqueceu de tudo em relação aos últimos 3 ANOS de sua vida! Eis que surge um marido estilo moreno-alto-bonito-e-sensual - ainda por cima RYCO! - que a leva pra seu loft chiquééérrimooo, estilo casa-inteligente (sabe, tudo na base do controle remoto e tal?), onde existe um closet inteirinho só dela, cheio de roupas de grife, sapatos caros e maquiagens Dior. E, além disso, ela fica sabendo que agora ocupa um cargo de chefia na empresa em que antes trabalhava como "assistente de vendas junior".

Daí a moça passa a achar que aterrissou na vida dos sonhos e se pergunta como teria conseguido aquilo tudo. Ela chega a comentar que deve ter sido Ghandi numa vida passada pra merecer receber isso tudo de bandeja agora! Mas conforme está tentando se adaptar à sua nova vida, ela começa a perceber que não encontra sua personalidade ali... E que a verdadeira Lexi parece ter se perdido em algum lugar do caminho. E com uma informação bombástica que ela recebe de alguém que teria conhecido em algum momento desses 3 anos dos quais ela esqueceu, mas que no momento é, pra ela, um completo estranho (deu pra entender?), Lexi fica ainda mais confusa... E a gente mergulha junto nessa tentativa de descobrir quem ela realmente é, o que aconteceu, como ela se tornou essa pessoa e qual é a verdade dos fatos. Claro que tudo isso salpicado de comédia e diversão!!


O livro rende umas boas risadas e a leitura flui SUPER bem. É do tipo que você não quer parar de ler, não consegue desgrudar... Eu devorei as quase 400 páginas em menos de uma semana. O final não é exatamente o mais surpreendente da vida, depois que você já passou da metade do livro, mas é EXTREMAMENTE FOFO! Me apaixonei pelos personagens, sem falar que a Lexi é o tipo de pessoa de quem eu super gostaria de ser amiga! Enfim... Curti muito o livro. Não sei porque parece que aqui no Brasil não emplacou muito, não teve tanta divulgação quanto a saga "Becky Bloom" e tal. E, mesmo só tendo visto o filme deste, me arrisco a apostar uma bala juquinha que o "Remember Me" é melhor que "Delírios de Consumo de Becky Bloom". Aliás e acho, inclusive, que ele SUPERRRRR MERECIA VIRAR FILME!!!!